7ª Parada Gay de Salavdor
 

Recorde de Público.

15/09/2008
 

Segunda-feira com cara de quarta-feira de cinzas na Bahia. Esse foi o clima que rolou na capital baiana após a VII Parada Gay da Bahia que na tarde de ontem reuniu mais de 500 mil pessoas no centro de Salvador.

Parecia que não iria começar, mas teve inicio o cortejo às 15hs, como nos velhos tempos, mesmo que pesasse a pressa da Polícia Militar para que fosse dada largada em direção ao percurso tradicional, feito há sete anos. O clima estava de alegria sob um céu de brigadeiro até o verde das árvores do centro de Salvador pareciam que também comemoram o dia do Orgulho Gay.

O trio oficial com lotação quase no limite, estavam Luiz Mott, fundador do GGB, a cantora Michele Monnize, Negra Jho, mestra de cerimônia Andrezza Lamarck, jornalista Rita Batista, Gerônimo, madrinha e embaixador, respectivamente entre outros convidados, como Bete Wagner, ex-vice prefeita de Salvador. Mott iniciou saudando aos presentes, com o seu clássico “A Bahia é Gay” ao tempo que destacou que a Bahia é o Estado brasileiro onde ocorreu no não passado mais de dezoito homicídios contra homossexuais. Mott, também destacou ausência do Governador da Bahia de todos nós. Gerônimo, simpático, esbanjando alegria em estar presente naquele momento, fez discurso e finalmente cantou para Oxum, um dos seus clássicos, entre outros.

Comandando o som os Djs Adrina Prates e Luiz Santoro, tocaram sucessos das pistas internacionais. Era cerca de 17hs quando o trio oficial, abre alas da VII Parada Gay retornou passando a frente do Hotel da Bahia, ponto final de todos os trios.

Protesto contra os crimes de ódio e politização da marcha – Nem tudo foi somente alegria a começar pelo slogan Homofobia é Crime, seu voto vale sua vida. Todos os trios proferiam palavras de ordem contra a homofobia. O terceiro trio da Diva Dion, cruzava a Casa da Itália em direção a Praça Castro Alvo, quando se pára a música eletrônica e ao invés do stunt, stunt, batida elétrica. Uma capela da canção oração Ave Maria, chama atenção para os crimes ocorridos na Bahia quais tiveram como motor a intolerância sexual. Paralelo a música diversos componentes do trio portavam cruzes de madeira, bandeiras e roupas pretas em alusão aos crimes, as mortes violentas de homossexuais. Ao microfone Dion cobrava punição exemplar a esses homicídios. No trio, muitas transformistas, gogo boys, convidados e servia-se coquetel com cerveja e petiscos variados.

Trio das travestis do Encontro Nacional de Travestis e Liberados que acontece em Salvador, até amanhã. Diversas travestis de todo o Brasil em Salvador por ocasião do encontro aproveitaram para conferir o e mostrar a visibilidade de que atrás do silicone também bate um coração. Muitas delas proferiam palavra de ordem ao comando de Nino Penteado, mestra de cerimônia do trio, convocava todos com palavras tais como: Travesti, transexual, tudo é normal, preconceito faz mal. Após ao término as participantes seguiram para abertura oficial do encontro as 20hs.

Gente bonita e muito glamour. Nicole Cuscus, Davi Aranha e Off Club, vamos por pates, como dizia Jack. Cuscus no mais estilo Drag internacional postou-se no avance do seu trio com dois lindos dançarinos, fazia caras, bocas, poses em meio a muito colorido e produção cuidadíssima. Ao que parecia o trio era exclusivo da modelo, pois pouquíssimos convidados estavam no equipamento. Ela brilhava linda e colorida arrancando aplausos por onde passava finíssima ao lado do dancer Oliver Junior.

Seguindo. A produção do trio Davi Aranha e boate Tropical foi uma coisa de louco. A casa levou o tema da paz para a rua e usou e abusou dos capacetes de gladiadores, todos os dançarinos lindíssimos e bem cuidados vestidos de branco. A novidade do trio foi uma escada que descia até a cabine do motorista onde os dançarinos executavam seus passos de dança. Foi um dos mais comentado no percurso. Terminou o percurso Marcos Mello, saiu correndo para abrir a boate Tropical que funcionou lotada até as 5hs da manhã.

Como já era esperado a produção do trio Off Clube foi um esmero. Trouxe o clima da Paz, com o desenho de uma enorme pomba branca na testada do trio. Após a testada os DJs da casa executavam suas baladas aos olhos atentos de Márcia Franco proprietária da casa noturna. Gogo boys, convidados animados ao som de boa másica e embalados a muita bebida e champanha gelada. Luzes, fumaça, globos o trio virou uma boate na Parada Gay da Bahia. Já no Palco as bandas, Ludmila Anjos, Jennifer, Juan e Ravena e o pagode do grupo Cortezia reuniram multidão. Conforme dados da Policia, o evento contou com o público de 400 mil pessoas, já o GGB acredita que a Parada conseguiu reunir mais de 700 mil participantes. O Beco dos Artistas ficou super lotado, lá tivemos regitro de pequenos furtos de carteira, celulares e outros objetos pessoais. Apesar da multidão o Posto fixo da Polícia Militar no Campo Grande não registou maiores ocorrências policiais.

A VII Parada Gay da Bahia contou com apoio da Secretaria de Cultura da Bahia, Fundo de Cultura, Secretaria de Estado de Fazenda, Bahiatursa, Prefeitura de Salvador, SESP, SUCOM, SET, SMTP, CODESAL, Secretaria Municipal de Saúde, SAMUR. A estrutura de mobilização contou com mais de cento e cinquenta colaboradores, sob a coordenação de Joelma Cerqueira, Luiz Mott e Nem Rasta.

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